Primeiros Censos dos Grous na região de Campo Maior

Por João Sanguinho (GEDA), para o Linhas de Elvas

No passado dia 18 de dezembro realizou-se na zona de Campo Maior, pelo terceiro ano consecutivo, o censo anual de Grous levado a efeito pela SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, com o apoio do GEDA – Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura, de Campo Maior. Nas contagens efectuadas ao final da tarde, momento em que os bandos destas aves se deslocam das zonas de alimentação para os dormitórios, foi possível neste dia contar cerca de 950 indivíduos desta espécie. O trabalho de campo envolveu a contagem simultânea de Grous em várias zonas do Alentejo (e.g. Campo Maior, Mourão, Évora), já conhecidas como zonas de invernada destas aves no nosso país

Este processo estatístico, desconhecido da população em geral, é deveras importante para o conhecimento e conservação do Grou Comum, pois trata-se de espécie migratória protegida. Esta viaja desde os países escandinavos onde se reproduz na época estival, escolhendo o nosso Alentejo para a sua invernada, pela clima ameno e existência de alimento, revelando também a sua presença a elevada qualidade ambiental do nosso território.

É importante despertar as mentalidades e politicas para a defesa e valorização das espécies da avifauna que ocorrem na nossa região, como um importante recurso turístico de Bird watching, num território que se afirma cada vez mais destino turístico de excelência, e que atesta a qualidade dos ecossistemas e a sua extensa biodiversidade. De realçar a existência das figuras de protecção e reconhecimento ambiental, como a IBA – Important Bird Area do Caia, os Sítios de Importância Comunitária do Caia e de São Mamede, e as Zonas de Proteção Especial de Campo Maior, Vila Fernando e Torre de Bolsa, não um constrangimento mas uma oportunidade, de legado ao futuro naquela que é uma das zonas da Europa melhor conservadas e de maior biodiversidade.

Som dos Grous

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